NBR 17037 e a Qualidade do Ar nos Ambientes Internos das Empresas

NBR 17037: Qualidade do Ar Interno é Prioridade das Empresas

O ar que se respira em escritórios, clínicas, shoppings e escolas é um fator silencioso, mas decisivo, que impacta diretamente a saúde, a produtividade e os custos operacionais de qualquer edificação. Para as Empresas, a Qualidade do Ar Interno (QAI) deixou de ser um detalhe e se tornou uma responsabilidade legal.

Ambientes climatizados, embora confortáveis, podem se transformar em verdadeiros “distribuidores” de contaminantes se não houver um controle rigoroso. Neste guia completo, baseado em normas técnicas e na experiência prática, você terá as respostas para as 10 perguntas mais críticas sobre QAI.

A ABNT NBR 17037 estabelece diretrizes para a qualidade do ar interior em ambientes não residenciais climatizados artificialmente, substituindo a RDC 9 da Anvisa. A norma define critérios técnicos para garantir um ar seguro e saudável, como os limites de temperatura, umidade, concentrações de poluentes (CO2, partículas) e requisitos para a manutenção dos sistemas de ventilação. 

O que a norma estabelece e parâmetros de controle

– Limite para Dióxido de Carbono (CO2)

  • O valor máximo aceitável de CO2 agora é definido como 700 ppm acima do valor medido no ambiente externo, em vez do limite fixo de 1.000 ppm da antiga Resolução RE nº09.
  • Essa mudança permite uma avaliação mais precisa e adaptável da qualidade do ar, visto que a qualidade do ar externo pode influenciar no ambiente interno

– Partículas em Suspensão (PM10 e PM2,5)

  • A nova norma substitui a avaliação de aerodispersóides pela medição de partículas em suspensão PM10 e PM2,5.
  • Os limites de concentração máximos aceitáveis são agora 50 μg/m³ para PM10 e 25 μg/m³ para PM2,5.
  • Essa mudança reflete uma preocupação maior com partículas menores, que têm potencial para causar problemas respiratórios mais graves.

– Limite para Velocidade do Ar

  • O limite máximo aceitável para a velocidade do ar foi reduzido de 0,25 m/s para 0,20 m/s.
  • Essa alteração visa melhorar o conforto térmico e reduzir a sensação de correntes de ar desconfortáveis nos ambientes climatizados.

– Limites para Temperatura e Umidade

  • Anteriormente, as faixas de temperatura e umidade variavam de acordo com as estações do ano.
  • A nova norma estabelece limites mais específicos, de 21 a 26°C para temperatura e 35 a 65% para umidade relativa, visando a um controle mais estável e eficiente dessas variáveis.

Controle de poluentes:

  • Estabelece limites para diversos poluentes, incluindo partículas, compostos orgânicos voláteis, monóxido e dióxido de carbono.
  • Exige a identificação e controle de fontes de poluição, como materiais de construção e mobiliário.

Manutenção e gestão:

  • Exige programas de manutenção, operação e controle (PMOC) dos sistemas de climatização.
  • Define requisitos para a filtragem do ar, incluindo a eficiência dos filtros e a frequência de substituição.
  • Promove um sistema de gestão da qualidade do ar (SGQAI) que inclui monitoramento periódico e avaliação de riscos.

1. Quais São os Riscos de Contaminação do Ar Mais Comuns?

A Qualidade do Ar Interior (QAI) pode ser comprometida por uma combinação de fatores geralmente agrupados em três categorias: fontes, ventilação e ocupantes. 

1. Fontes de contaminação

Essas fontes são a origem dos poluentes que afetam a QAI e podem ser tanto externas quanto internas ao ambiente. 

  • Fontes internas: São geradas dentro do próprio edifício ou ambiente e incluem:
    • Materiais de construção e acabamento (tintas, carpetes, isolamentos).
    • Mobiliário e produtos de limpeza e manutenção.
    • Equipamentos de escritório e aparelhos de combustão sem ventilação (fogões, aquecedores).
    • Atividades dos ocupantes, como fumar e cozinhar.

  • Fontes externas: São poluentes que se infiltram no ambiente vindos da rua, como:
    • Tráfego de veículos.
    • Indústrias próximas.
    • Poluentes de edifícios vizinhos. 

2. Ventilação inadequada

A ventilação é fundamental para diluir e remover os contaminantes internos, permitindo a entrada de ar fresco. Quando ela é inadequada, os poluentes se concentram e a QAI se deteriora. 

  • Sistemas de climatização ineficientes: Equipamentos mal dimensionados ou com pouca manutenção, como ar-condicionado, podem não ser capazes de promover a troca de ar necessária.

  • Baixa taxa de renovação de ar: Ambientes hermeticamente fechados ou com pouca abertura de janelas e portas permitem que o ar viciado se acumule.

  • Umidade inadequada: Níveis de umidade muito altos podem favorecer o crescimento de mofo e bactérias, enquanto níveis muito baixos podem causar ressecamento das vias respiratórias. 

3. Ocupantes

As ações e a presença das pessoas no ambiente também afetam a QAI.

  • Atividades dos ocupantes: Fumar em ambientes fechados, uso de produtos químicos para limpeza e até mesmo a respiração de um grande número de pessoas em um espaço confinado contribuem para o acúmulo de poluentes.

  • Percepção da qualidade do ar: O conforto dos ocupantes é um fator importante. Odores ou a sensação de ar abafado, embora nem sempre representem um risco de saúde imediato, podem afetar a percepção da QAI e a produtividade. 

A combinação desses fatores torna a gestão da QAI um desafio complexo, já que o problema pode ser invisível e inodoro, exigindo monitoramento e manutenção constantes para garantir um ambiente saudável. 


2. Como a Má Qualidade do Ar Afeta a Saúde e a Produtividade?

A exposição contínua ao ar contaminado não causa apenas alergias. Ela gera uma série de problemas que afetam o desempenho cognitivo e financeiro da empresa:

  • Saúde: Asma, bronquite, rinite, infecções respiratórias e o agravamento de doenças crônicas.

  • Produtividade: Fadiga, dificuldade de concentração, dores de cabeça e sonolência, que reduzem a eficiência operacional dos colaboradores.

  • Financeiro: Aumento do absenteísmo (faltas ao trabalho) e da rotatividade de pessoal.

3. Por Que os Fungos e o CO2 São Indicadores Críticos?

  • Fungos: Eles se desenvolvem em pontos com umidade elevada e pouca ventilação, como forros e dentro de sistemas de ar-condicionado sujos. A presença de fungos é um sinal claro de falha na higienização.

  • CO2 (Dióxido de Carbono): Sua concentração elevada é o principal indicador de que a renovação do ar no ambiente é insuficiente. Ambientes “pesados” e abafados têm CO2 alto, comprometendo a capacidade de raciocínio.

4. Qual a Norma Brasileira Mais Relevante para QAI?

A principal referência técnica no Brasil é a ABNT NBR 17037.

Esta norma estabelece os procedimentos e padrões referenciais para a avaliação da Qualidade do Ar Interior em ambientes climatizados de uso público e coletivo. Ela é o guia obrigatório para o monitoramento de:

  • Concentração de CO2 (para avaliar a ventilação).
  • Contagem de fungos e bactérias mesófilas.
  • Parâmetros de conforto térmico (temperatura, umidade e velocidade do ar).

5. Qual o Papel do PMOC na Gestão do Ar?

O Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC), obrigatório pela Lei Federal nº 13.589/2018, é o documento que define a rotina de limpeza e manutenção preventiva dos sistemas de climatização. O PMOC deve seguir os parâmetros da ABNT NBR 17037 e da ANVISA, garantindo que a higienização seja realizada com a frequência e a técnica corretas para prevenir a proliferação de contaminantes.


6. A Necessidade da Higienização Periódica e o Serviço Especializado

A manutenção preventiva e a higienização regular dos equipamentos de ar condicionado são a espinha dorsal do PMOC e a principal linha de defesa contra os aerodispersóides.

A falta de limpeza gera odores desagradáveis e, o mais grave, transforma o aparelho em um meio de cultura para patógenos. Empresas como a Infoclima oferecem a Limpeza Premium, que vai além da simples limpeza superficial de filtros, focando na higienização profunda de componentes críticos:

  • Componentes Críticos: Limpeza profunda de serpentinas, turbinas e bandejas de condensado, onde fungos e bactérias como a Legionella tendem a se proliferar.

  • Vantagens da Manutenção Preventiva (PMOC):
    • Saúde: Garantia de ar puro, livre de bactérias e fungos, prevenindo crises alérgicas e doenças respiratórias.
    • Eficiência Energética: Redução efetiva dos custos com energia elétrica, já que equipamentos limpos operam com rendimento máximo.
    • Vida Útil: Prolongamento da vida útil do equipamento, minimizando gastos inesperados com troca de peças e consertos.

Atenção da Empresa: A manutenção deve ser realizada por profissionais qualificados, com o uso de produtos específicos que eliminam os microrganismos sem danificar o equipamento. A frequência ideal de limpeza dos filtros pode variar de 15 em 15 dias (em locais de alta movimentação) a mensalmente, com a limpeza profunda exigida pelo PMOC.


7. Com Que Frequência Devo Realizar a Análise do Ar?

A recomendação técnica e legal padrão é realizar a Análise de Ar completa, no mínimo, a cada 6 meses.

A frequência ideal, no entanto, deve ser ajustada conforme a complexidade do sistema, o volume de ocupantes e o histórico de não conformidades do edifício, conforme orientação do PMOC.


8. Como Deve Ser Feita a Coleta de Amostras de Ar para Análise?

Para que a análise seja válida e comparável, o procedimento deve ser rigoroso:

  • Amostras Internas: A quantidade de pontos de coleta é proporcional à área climatizada, seguindo as diretrizes da ABNT NBR 17037
  • Amostra Externa: É obrigatória a coleta de, no mínimo, uma amostra do ar exterior no mesmo período das amostragens internas. Isso permite comparar o ar que entra com o ar que se respira no interior, avaliando a eficácia da filtragem do sistema.

9. Quais os Sintomas de Alerta para a Empresa?

Fique atento a reclamações recorrentes dos ocupantes, especialmente:

  • Aumento de casos de resfriados ou alergias (frequência maior na segunda-feira).
  • Sensação de “ar pesado” ou mofo.
  • Odores desagradáveis vindos do sistema de ar-condicionado.
  • Aumento no consumo de energia elétrica sem motivo aparente (sinal de equipamento operando com baixa eficiência devido à sujeira).

10. Como a Análise de Ar Garante a Conformidade e a Saúde?

A Análise de Ar é a prova técnica de que o PMOC está sendo efetivo. Ao contratar um laboratório especializado, como a Microambiental, a empresa recebe:

  1. Diagnóstico Preciso: Identificação dos níveis exatos de contaminantes (fungos, CO2, partículas).
  2. Relatório de Conformidade: Documento que atesta se o ambiente está de acordo com a ABNT NBR 17037.
  3. Rastreabilidade: Os resultados permitem rastrear a fonte do problema e aplicar ações corretivas rápidas e eficientes.

Proteja o Ativo Mais Importante da Sua Empresa: As Pessoas

Garanta um ambiente mais saudável, produtivo e livre de multas. Entre em contato com a Microambiental e agende a avaliação de QAI do seu edifício, garantindo a conformidade e a segurança que sua empresa exige.

Quer saber mais sobre como podemos te ajudar? Fale com nossos atendentes.


Limpeza do ar condicionado

Somos uma empresa especializada em ar condicionado que oferece serviço completo, desde a instalação até a manutenção, higienização e projetos de climatização personalizados.

Escolher a INFOCLIMA significa optar por excelência e confiabilidade. Temos uma equipe de profissionais qualificados e experientes, que utilizam equipamentos e materiais de alta qualidade.

Nosso compromisso é com a segurança e a conformidade com as normas técnicas. Por conseguinte, oferecemos atendimento personalizado e soluções sob medida para cada cliente, com garantia de qualidade e satisfação.

Investir na contratação de profissionais qualificados para a instalação e higienização de ar condicionado é uma decisão inteligente que traz inúmeros benefícios a longo prazo.

Quer saber mais sobre como podemos te ajudar? Fale com um de nossos atendentes.


Limpeza do ar condicionado

Solução Completa em Climatização e Ar Condicionado

Somos uma empresa especializada em ar condicionado que oferece serviço completo, desde a instalação até a manutenção, higienização e projetos de climatização personalizados.

Escolher a INFOCLIMA significa optar por excelência e confiabilidade. Temos uma equipe de profissionais qualificados e experientes, que utilizam equipamentos e materiais de alta qualidade.

Nosso compromisso é com a segurança e a conformidade com as normas técnicas. Por conseguinte, oferecemos atendimento personalizado e soluções sob medida para cada cliente, com garantia de qualidade e satisfação.

Investir na contratação de profissionais qualificados para a instalação e higienização de ar condicionado é uma decisão inteligente que traz inúmeros benefícios a longo prazo.

Quer saber mais sobre como podemos te ajudar? Fale com um de nossos atendentes.

autorPost

Elisabete Barreto

Elisabete Barreto é a redatora da nossa equipe, utilizando sua paixão pela escrita e busca incessante por conhecimento para transformar informações técnicas sobre climatização e ar condicionado em conteúdo claro e informativo, agregando valor e credibilidade à nossa marca.