Síndrome do Edifício Doente: Análise Técnica sobre a Qualidade do Ar

Síndrome do Edifício Doente: Análise Técnica sobre a Qualidade do Ar

A crescente permanência humana em ambientes internos – estimada em cerca de 90% do tempo de vida – elevou a criticidade da Qualidade do Ar Interior (QAI) e da salubridade das edificações. Neste contexto, a Síndrome do Edifício Doente (SED) surge como uma patologia ambiental, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 1982, que exige intervenção técnica e multidisciplinar, com ênfase na manutenção de sistemas de climatização.


O Conceito e a Etiologia da Síndrome do Edifício Doente (SED)

A Síndrome do Edifício Doente (Sick Building Syndrome – SBS) é definida como um conjunto de sintomas inespecíficos de saúde que afetam os ocupantes de uma edificação, sem que haja uma doença clínica específica ou agente causal prontamente identificável, mas que estão diretamente correlacionados ao tempo de permanência no ambiente.

Um edifício é classificado como “doente” quando, pelo menos, 20% dos ocupantes apresentam, de forma recorrente, sintomas como:

  • Cefaleia (dor de cabeça) e náuseas.
  • Irritação das mucosas (ocular, nasal e faríngea).
  • Fadiga e dificuldade de concentração.
  • Sintomas respiratórios inespecíficos (coriza, espirros).

Os edifícios afetados são categorizados como temporários (associados a obras ou reformas) ou permanentes (decorrentes de falhas de projeto e/ou negligência na manutenção).

Os sintomas mais comuns observados são:

  • Dor de cabeça
  • Cansaço
  • Irritação nos olhos, nariz e garganta
  • Problemas cutâneos
  • Dificuldade de concentração
  • Rinite e outras doenças respiratórias
  • Constipação nasal
  • Secura na pele
  • Alergias
  • Tonturas ou vertigens
  • Ardor nos olhos e lacrimejamento

Mas vale ressaltar que nem todos os ocupantes do edifício doente vão apresentar os sintomas. Para identificar realmente a síndrome, é necessária uma investigação para diagnóstico correto.

A SED difere das Doenças Relacionadas ao Edifício (BRI – Building Related Illness), onde a causa é específica e rastreável, como a Legionelose, desencadeada pela bactéria Legionella pneumophila, que prolifera em torres de resfriamento e sistemas de ar-condicionado mal mantidos (como ocorreu no surto da Filadélfia em 1976, precursor do reconhecimento da SED).


Fatores de Risco e Causas Técnicas da SED

A etiologia da Síndrome do Edifício Doente é multifatorial, abrangendo quatro categorias de risco que interagem no ambiente interno:

1. Fatores Biológicos (O Foco da Climatização)

São os agentes patogênicos que mais se beneficiam de sistemas de climatização com manutenção deficiente. O acúmulo de umidade em componentes como serpentinas, bandejas de dreno e dutos cria o ambiente ideal para a proliferação de:

  • Fungos e Mofos: Esporos dispersos pelo ar, altamente alergênicos e irritantes.

  • Bactérias: Incluindo Legionella e outras bactérias aeróbicas.

  • Ácaros e Vírus.

A ausência de rotinas de higienização, conforme preconiza o PMOC (Plano de Manutenção, Operação e Controle), é o vetor primário para a dispersão desses contaminantes biológicos no fluxo de ar climatizado.

2. Fatores Químicos

Estes incluem poluentes gasosos e particulados originários de fontes internas e externas:

  • Compostos Orgânicos Voláteis (COVs): Liberados por materiais de construção, tintas, carpetes, adesivos e mobiliário (ex: formaldeído).

  • Gases de Combustão: Monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio e dióxido de enxofre, decorrentes da infiltração de gases veiculares ou equipamentos internos.

  • Gases Refrigerantes (Vazamentos): Embora não sejam a principal causa de SED, vazamentos de R-410A ou outros fluidos podem impactar a QAI em caso de grandes concentrações.

3. Fatores Físicos

São variáveis ambientais que, desreguladas, causam desconforto e estresse fisiológico:

  • Condições Termo-Higrométricas: Temperatura e umidade do ar inadequadas ou flutuantes.

  • Renovação de Ar Insuficiente: Taxa de renovação (troca do ar viciado por ar externo) abaixo do mínimo normativo, conforme NBR 16401).

  • Acústica e Luminosidade: Ruídos excessivos dos equipamentos e iluminação inadequada (piscante ou baixa).

4. Fatores Estruturais e de Projeto

Englobam falhas na concepção e execução da edificação: infiltrações, umidade ascendente, má vedação e erros no dimensionamento dos Sistemas de Ventilação e Ar-Condicionado (HVAC), resultando em pressões internas inadequadas e recirculação de ar contaminado.


Estratégias de Prevenção e Combate à SED

O combate eficaz à Síndrome do Edifício Doente exige uma abordagem em duas frentes: Prevenção Construtiva e Manutenção Sistêmica.

1. Prevenção e Projeto (Fase Inicial)

  • Seleção de Materiais: Utilização de materiais de baixa emissão de COVs e selos de certificação ambiental (ex: LEED, ACQUA), minimizando fontes químicas internas.

  • Dimensionamento Adequado do HVAC: Garantir que o sistema de climatização seja dimensionado para a carga térmica real e, crucialmente, para manter a taxa de renovação de ar exigida por norma.

  • Controle de Umidade Estrutural: Implementação de barreiras de vapor e sistemas de drenagem eficientes no projeto arquitetônico para prevenir infiltrações.

2. Manutenção Sistêmica (Fase Operacional)

A manutenção é o ponto de controle mais crítico, devendo ser realizada por profissionais habilitados:

  • Implementação do PMOC: O cumprimento rigoroso do Plano de Manutenção, Operação e Controle é a principal ferramenta legal e técnica de prevenção.

  • Higienização Química Periódica: Limpeza profunda de serpentinas e bandejas com saneantes registrados para eliminação de biofilmes e Legionella.

  • Troca de Filtros: Substituição ou limpeza de filtros na periodicidade adequada, utilizando classes de filtragem compatíveis com a norma.

  • Monitoramento da QAI: Realização periódica de análises laboratoriais para medir a contagem de fungos e aerodispersóides, garantindo que os parâmetros de QAI estejam conforme a RE n.º 9/2003 da ANVISA.

  • Controle da Umidade Relativa (UR): Manter a UR do ambiente entre 40% e 60%, faixa que inibe a proliferação de microrganismos e evita a ressecamento das mucosas.

A Síndrome do Edifício Doente é um indicador direto da qualidade da engenharia e da gestão predial. A intervenção especializada em sistemas de climatização, guiada pelo PMOC e normas técnicas, não só garante a conformidade legal, mas é o investimento mais eficaz para proteger a saúde dos ocupantes e a integridade funcional do ativo imobiliário.

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Elisabete Barreto

Elisabete Barreto é a redatora da nossa equipe, utilizando sua paixão pela escrita e busca incessante por conhecimento para transformar informações técnicas sobre climatização e ar condicionado em conteúdo claro e informativo, agregando valor e credibilidade à nossa marca.